MuSicaliZe-SE

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Quem não lembra de Suedehead,essa música de Morrissey ex-vocalista da Banda The Smith foi um dos maiores rits dos anos 80.
Vale apenas conferir, segue um breve histórico copiado da Wikipédia.

A palavra Suedehead remete segundo a Wikipédia
Suedehead ou sued foi uma tendência skinhead surgida entre 1970 e 1973.[1]

História

Raízes
Em 1969, ano considerado apogeu do skinhead como cultura urbana na Inglaterra, os skinheads eram numerosos nas grandes e pequenas cidades inglesas, em cada bairro havia uma turma e perambulavam pelas cidades em grandes grupos. Outro fato que marca 1969 como o ano da grande onda skinhead, é que foi nessa época que surgiram os pricipais costumes e tradições da cultura skinhead, como ir a estádios de futebol, lotar as festas de ska/reggae, longas noites de bebedeira e algumas brigas locais.[1]

A geração de 1969 chegou a ser um fenômeno, pois socialmente estes jovens reverenciavam culturas do “povão” inglês cativando os jovens operários e filhos de operários a aderirem ao movimento. Um aspecto que ajudou nessa geração, foi a forte presença dos imigrantes no meio skinhead, jovens jamaicanos ou de origem das antilhas, e emigrantes de partes mais pobres da Grã-Bretanha como Irlanda e Escócia, todos com uma condição social muito parecida.[1]

Depois de 1969 e começo dos anos 70, os skinheads passaram a se inclinar em tendências fruto dos costumes skinheads de 1969. Uma dessas tendências são os bootboys, skinheads frequentadores assíduos dos estádios de futebol (hooligans). Essas tendências não eram praticamente uma vertente, mas sim preferências, dentro dos recém formados costumes do skinhead. Também nota-se na época a inclinação classista que alguns skinheads demonstraram.[1]

Suedeheads
Os suedeheads é outra dessas tendências, formada por skinheads frequentadores das festas de ska, reggae, rocksteady e northern soul que lotavam as entradas dos clubes e bailes, e como 1969 ainda era recente, havia uma enorme influência do universo mod, tanto no seu lado musical, visual e no seu estilo de vida.[1]

O estilo de vida dos suedeheads tinha um certo sentido revival, mais de maneira bem mais moderna que ajudou a fundar costumes no meio skinhead. Assim como os mods, eles cultuavam scooters Lambretta e Vespa, gostavam de cultuar a imagem, estavam sempre arrumados, alinhados, botas e sapatos bem polidos. Também estavam sempre em festas, envolvidos na vida noturna.[1]

Os suedeheads foram responsáveis por popularizar muitas das marcas de roupas conhecidas hoje em dia como marcas tradicionais da cultura skinhead. Enquanto os bootboys saquavam lojas e usavam roupas como Lonsdale, Warriors e Adidas, os suedeheads usavam camisas polos Fred Perry, Ben Sherman roupas e acessorios da Merc, sueters sem manga, sobre-tudo alinhado. Com a popularização do reggae na Inglaterra em 1970, os suedeheads viram um sinal de que sua cultura podia continuar moderna e viva nas festas de ska/reggae.[1]

A gravadora Trojan Records que foi uma das responsáveis pela difusão e propaganda do reggae na Inglaterra, chegou a lançar em 1971 um box com 50 músicas em homenagem aos suedeheads londrinos. A box mostra faces do ska/reggae mais moderno, como Lee Perry (“Jungle Lion” e “Black Ipa”) e Toots and The Maytals (“Louie Louie”).[1]

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A história esquecida do 1º barão negro do Brasil Império, senhor de mil escravos

Me parece que cada vez mais precisamos revisitar a história brasileira e suas nuances que por vezes passam despercebidas dentro de tantos e tantos processos históricos em um país sempre muito emergente. Deixo aqui uma boa matéria da BBC Brasil produzida pelo Marcus Lopes. O melhor de todo o conhecimento é sempre nos darmos o direito de conhecer sem limites ou paradigmas.
Boa leitura!
  • 15 julho 2018

Barão de Guaraciaba

MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA Image  fazia parte de um pequeno grupo de mestiços de origem africana que conseguiram ascender financeira e socialmente.

Um próspero fazendeiro e banqueiro do Brasil nos tempos do Império, dono de imensas fazendas de café, centenas de escravos, empresas, palácios, estradas de ferro, usina hidrelétrica e, para completar a cereja do bolo, de um título de barão concedido pela própria Princesa Isabel. A biografia do empresário mineiro Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba, não seria muito diferente de outros nobres da época não fosse um detalhe importante: ele era negro em um país de escravos.

No ano em que a Lei Áurea completa 130 anos, vale a pena conhecer a trajetória do primeiro e mais bem-sucedido barão negro do Império, um personagem praticamente desconhecido na História do Brasil. Empreendedor de mão cheia e com grande visão de negócios em um país ainda essencialmente agrário, ele tem uma trajetória que lembra a de outro barão empreendedor do Império, este bem mais famoso: o Barão de Mauá.

Com um patrimônio acumulado de 700 mil contos de réis, que garantia ao dono status de bilionário na época em que viveu, Almeida nasceu em Lagoa Dourada, na época um arraial próximo a São João del Rei, no interior de Minas Gerais, em 1826.

A origem da sua família é pouco conhecida. Filho de um modesto comerciante local chamado Antônio José de Almeida, na certidão de batismo consta como nome da mãe apenas “Palolina”, que teria sido uma escrava. “Infelizmente não sabemos o destino de Palolina e a quem ela pertencia, mas, sim, ela era escrava”, afirma o historiador Carlos Alberto Dias Ferreira, autor do livro Barão de Guaraciaba – Um Negro no Brasil Império.

Mônica de Souza Destro, trineta do barão

MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA Image caption A secretária administrativa Mônica de Souza Destro, trineta do barão, é hoje a guardiã da história da família.

O nome, porém, provoca discussões entre os descendentes do barão, já que, por um erro de grafia no registro, “Palolina”, na verdade, seria Galdina Alberta do Espirito Santo, esposa de Antônio e considerada pelo próprio barão sua legítima mãe. “Certamente seu pai ou mãe tinham ascendência negra, mas não existe nenhum registro provando que ele era filho de escravo ou escrava”, afirma a trineta do barão e guardiã da história da família, a secretária administrativa Mônica de Souza Destro, que mora em Juiz de Fora (MG).

Ainda na adolescência, Almeida começou a vida como ourives fabricando botões e abotoadoras em sua terra natal, na região aurífera de Minas. Nos intervalos, tocava violino em enterros, onde recebia algumas moedas como pagamento e os tocos das velas que sobravam do funeral, que utilizava para estudar à noite. Por volta dos 15 anos, tornou-se tropeiro entre Minas e a Corte, no Rio de Janeiro.

Nessas idas e vindas, ganhou dinheiro comprando e vendendo gado, conheceu muitos fazendeiros e negociantes nos caminhos das tropas e começou a comprar terras na região de Valença, no interior fluminense, para plantar café. Após casar-se com dona Brasília Eugênia de Almeida, com quem teve 16 filhos, tornou-se sócio do seu sogro, que também era fazendeiro e negociante no Rio de Janeiro.

Certidão de batismo de um dos filhos do barão

MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA Image caption Certidão de batismo de um dos 16 filhos do barão: Com a morte do sogro, ele assumiu os negócios e sua fortuna disparou.

Após a morte do sogro, assumiu todos os negócios e sua fortuna disparou: comprou sete fazendas de café espalhadas pelo Vale do Paraíba fluminense e interior de Minas. Apenas na fazenda Veneza, em Valença, possuía mais de 400 mil pés de café e cerca de 200 escravos. Levando-se em consideração que ele tinha outras áreas produtoras de café, o barão pode ter tido até mil escravos, segundo Ferreira.

“Não se trata de uma contradição ele ter sido negro e dono de escravos, pois tinha consciência do período em que vivia e precisava de mão de obra para tocar suas fazendas. E a mão de obra disponível era a escrava”, explica Ferreira.

“Ainda que nos cause repúdio hoje em dia, o contexto de escravidão era uma coisa normal e a mão de obra que existia naquele tempo”, completa Mônica, que prepara uma biografia do seu ancestral, ainda sem data para ser publicada.

Imagem mostra uma das fazendas do Barão de Guaraciaba

MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA Image caption Imagem mostra uma das fazendas do barão, que teve cerca de mil escravos no conjunto de suas propriedades, o que historiador não vê como contradição: “Essa era a mão de obra disponível”.

Em sociedade com outros empreendedores com quem mantinha contato, Guaraciaba tornou-se banqueiro e fundou dois bancos: o Mercantil de Minas Gerais e o Banco de Crédito Real de Minas Gerais. A diversificação empresarial não parou por aí. Em um período em que as ferrovias começavam a rasgar o território nacional, participou da construção da Estrada de Ferro Santa Isabel do Rio Preto (depois incorporada pela Rede Mineira de Viação), cujos trilhos passavam por suas propriedades, em Valença.

A ferrovia, que ligava Valença a Barra do Piraí e se tornou importante para escoar o café do Vale do Paraíba, foi inaugurada por D. Pedro 2º em 1883. Teriam começado aí as boas relações entre Guaraciaba e a família real, que culminariam na concessão do título de barão pela princesa Isabel, regente na ausência do pai, em 1887.

O título foi concedido por “merecimento e dignidade”, em especial pela dedicação de Guaraciaba à Santa Casa de Valença, onde foi provedor. Mas entrar para a nobreza tinha um custo fixo e tabelado pela Corte: 750 mil réis.

Sempre atento às oportunidades de negócios que chegavam com o progresso, Almeida foi sócio fundador da primeira usina hidrelétrica do país, inaugurada em 1889, em Juiz de Fora (MG). A Companhia Mineira de Eletricidade, que construiu a usina, também foi responsável pela iluminação pública elétrica em Juiz de Fora. O barão, claro, foi um dos participantes e financiadores da modernidade que aumentou o conforto da população.

Palácio Amarelo construído pelo Barão de Guaraciaba e sede, hoje, da Câmara Municipal de Petrópolis

ASSESSORIA DA CÂMARA DE PETRÓPOLIS

Image captionAntiga mansão do Barão de Guaraciaba, chamada de Palácio Amarelo, hoje é sede da Câmara Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Dono de um estilo de vida condizente com a nobreza imperial, o Barão de Guaraciaba possuía uma confortável residência na Tijuca, no Rio de Janeiro, e outra em Petrópolis, destino de veraneio preferido dos ricos e da nobreza.

Na cidade serrana construiu uma mansão que posteriormente foi chamada de Palácio Amarelo e que hoje abriga a Câmara Municipal. Também fazia diversas viagens para a Europa, principalmente para Paris, onde enviou seus filhos para estudar.

“Guaraciaba distinguiu-se por ter sido financeiramente o mais bem-sucedido negro do Brasil pré-republicano. Ele se tornou o primeiro barão negro do Império, notabilizando-se pela beneficência em favor das Santas Casas”, afirma a historiadora e escritora Mary Del Priore.

Segundo ela, Almeida fazia parte de um pequeno grupo de mestiços de origem africana que conseguiram ascender financeira e socialmente.

Imagem mostra quadro com pintura do Barão de Guaraciaba

MÔNICA DE SOUZA DESTRO / ARQUIVO DA FAMÍLIA

Image captionApós a proclamação da República, Guaraciaba começou a se desfazer dos seus bens, mas viveu uma vida bastante confortável até sua morte.

O preconceito da cor, porém, permanecia arraigado na sociedade brasileira, independentemente da posição financeira, diz Priore. Alguns desses empreendedores, a exemplo do Barão de Guaraciaba, conquistaram ou compraram seus títulos de nobreza junto ao Império, sendo por isso chamados na época de “barões de chocolate”, em alusão ao tom da pele.

“O sangue negro corria nas melhores famílias. Não faltavam casamentos de ‘barões de chocolate’ com brancas”, completa a historiadora.

Após a proclamação da República, Guaraciaba começou a se desfazer dos seus bens, mas viveu uma vida bastante confortável até morrer, na casa de uma das filhas, no Rio de Janeiro, em 1901, aos 75 anos. Seus herdeiros, inclusive alguns ex-escravos agraciados pelo dono e que permaneceram com o patrão após a alforria, receberam dinheiro e propriedades, e se espalharam pelos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“Ele foi um grande empreendedor que acabou banqueiro, homem de negócios, fazendeiro e senhor de escravidão. É preciso empenho e coragem dos historiadores para estudar esses símbolos bem-sucedidos de mestiçagem”, diz Mary Del Priore, que resgata um pouco da história do Barão de Guaraciaba em seu livro Histórias da Gente Brasileira.

 

 

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